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Venda de bilhetes "Online" duplicou em Portugal
Setembro 2003
Na edição de 8 de Setembro, o jornal "Público" traz uma notícia que mostra como a internet tem vindo a crescer como canal de comunicação e vendas. Com efeito, em 2002, 10% dos bilhetes vendidos para as maiores salas de espectáculos do país foram através da internet.
O número de bilhetes vendidos na Internet para espectáculos de música, teatro e dança em Portugal duplicou em 2002 e conta já para 10 por cento da lotação das maiores salas do país. As principais operadoras portuguesas dizem que o mercado deverá continuar a crescer nos próximos anos, à medida que cada vez mais pessoas têm acesso à Internet e tomam conhecimento destes serviços. Mas será que isto representa uma mudança nos hábitos de consumo cultural dos portugueses? A resposta, dizem, é sim. "As pessoas estão cada vez mais exigentes quanto às escolhas culturais e ao comprar um bilhete 'online' eu estou automaticamente, sem sair de casa e com algum tempo de antecedência, a escolher o espectáculo que quero ir ver e o lugar onde quero ficar na plateia", diz Ana Ribeiro, sócia gerente da Ticketline. Para Guilherme Borba, director da Plateia.iol.pt, o melhor indicador de que alguma coisa está a mudar é que "cada vez mais os portugueses estão a efectuar as suas compras através dos meios de que dispomos". Nos últimos quatro anos surgiram em Portugal três empresas especializadas na venda de bilhetes "online", que na maioria dos casos dispõem também de serviços "call center" (venda por telefone). As primeiras foram a Ondaticket e a Plateia.iol.pt (do grupo Media Capital), que duplicaram as vendas no último ano. A mais recente, a Ticketline, quadruplicou as vendas de bilhetes na Internet desde que chegou ao mercado português, em Março deste ano. As três vendem todo o tipo de eventos e o que mais se vende são os espectáculos de tipo familiar (bailados, comédias e eventos vocacionados para o público infantil) ou de artistas de topo, sobretudo na música. No caso da Plateia.iol.pt, o número de bilhetes vendidos na Internet para os concertos de Moby, Diana Krall, Supertramp, Lenny Kravitz e Linkin Park atingiu os 10 por cento da lotação das salas. Já a Ticketline chegou nalguns casos aos 25 por cento da lotação, embora aqui se inclua o serviço de venda por telefone. O facto de os bilhetes na Internet serem quase sempre mais caros do que nas bilheteiras (com aumentos até 10 por cento) não tem afectado o crescimento do mercado, que tem vindo a internacionalizar-se. "Cada vez mais a compra de bilhetes é feita não só por portugueses, mas também por estrangeiros, sobretudo espanhóis", diz Ana Ribeiro. Por outro lado, há empresas não especializadas que também têm os seus serviços de bilheteira "online". A Fnac criou o seu em Novembro de 1999 e partilha o "stock" de bilhetes com as bilheteiras das lojas Fnac espalhadas pelo país. Anabela Fernandes, responsável pela Fnac.pt, diz que os bilhetes entregues à empresa pelas produtoras de espectáculos são sempre vendidos e que "os que esgotam mais rápido são os bilhetes para concertos de música pop-rock". Os bilhetes comprados no "site" da Fnac custam mais um euro do que nas bilheteiras tradicionais e a entrega é feita pelo correio. Em Portugal também já é possível comprar bilhetes de cinema na Internet mas nesta área o fenómeno tem uma expressão mais reduzida. A Medeia Filmes (www.medeiafilmes.pt ) tem um serviço a funcionar desde Janeiro de 2001 (por agora só para as salas do Fonte Nova, King e Monumental, todas em Lisboa), cujas vendas correspondem a apenas 2,5 por cento do total de bilhetes vendidos. Apesar do conforto de se comprar o lugar na sala de cinema com até dois meses de antecedência e sem sair de casa, o preço do bilhete na Internet para as sessões da Medeia é 20 por cento mais caro que nas bilheteiras. Também a Lusomundo (cinemas-pt.sapo.pt ou www.warnerlusomundo.pt ) tem desde 2000 um serviço "web" a funcionar para todas as salas de cinema do país que fazem parte do grupo. No "site" da empresa ou através do sistema "wap" do telemóvel o cliente escolhe o filme, a sala de cinema e a sessão. O pagamento é feito com cartão de crédito e o levantamento dos bilhetes faz-se através de um dispensador que emite o bilhete a partir da identificação do cartão de crédito utilizado no acto de compra. Sem adiantar números, a empresa diz que tem vindo a registar um crescimento anual na venda de bilhetes "online", que custam mais 25 cêntimos (seis por cento) do que nas bilheteiras. "O nosso objectivo é desviar as pessoas das bilheteiras, evitando o tempo de espera nas filas", diz Filipe Pereira, responsável pelo controlo administrativo da Lusomundo Cinemas. Por agora, os principais entraves a uma expansão ainda maior do negócio são a fraca informatização das salas de espectáculo em Portugal e a confiança dos utilizadores quanto à garantia de confidencialidade dos dados pessoais, que mesmo assim tem vindo a crescer. "Muitos clientes, portugueses e estrangeiros, compram pela primeira vez bilhetes na Internet e a maior parte volta a comprar porque percebe que é simples e seguro", diz Guilherme Borba, para quem estes serviços ajudam também à promoção dos próprios eventos: "Passámos de uma empresa que vendia exclusivamente bilhetes para uma empresa que junta à venda informação sobre os eventos, porque o cliente é cada vez mais exigente e quer ser documentado sobre o que vai ver". Por TÂNIA MARQUES in Jornal "Público "
 

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